Desde o início da humanidade o ser humano tem se preocupado com seus cabelos. Além da proteção do crânio contra traumatismos e radiações solares, os cabelos desempenham um importante adorno sexual, por isso a veneração aos cabelos invadiu os impérios, a religião, a mitologia, a cultura, classes sociais e a ciência, logo sua perda afeta diretamente o âmago das pessoas.

Estima-se que o couro cabeludo tenha cerca de 100.000 a 150.000 fios de cabelo e que o crescimento deles se faça em torno de 10 mm por mês. Cerca de 90% dos cabelos têm crescimento contínuo. Esta fase dura de 2 a 6 anos. Os outros 10% têm seu crescimento interrompido e ficam em repouso por cerca de 2 a 3 meses, após os quais ocorre a queda.

Perder de 70 a 100 fios de cabelos por dia é normal. Após a queda do fio, a mesma raiz produz um novo fio, iniciando um novo ciclo. Com a idade, o volume de cabelos diminui naturalmente.

A perda de cabelos ou alopecia apresenta-se como consequência de alterações na unidade pilossebácea (compreende o folículo piloso anexado a uma ou mais glândulas sebáceas). Se as alterações forem transitórias e não destrutivas da matriz capilar, ocorre um novo crescimento. Se as alterações provocam destruição da matriz capilar, resultam na formação de escaras ou atrofia, produzindo alopecia permanente.

As alopecias têm várias causas e diferentes apresentações clínicas. Além das inquestionáveis repercussões psicossociais, a perda de pêlos pode ser a expressão clínica de uma doença subjacente.

Entre as alopecias, a alopecia androgenética é a causa mais frequente de calvície. Pode ocorrer tanto no homem como na mulher, mas com padrões morfotopográficos diferentes. A alopecia androgenética tem, como o próprio nome diz, origem genética. É, portanto, causada por fatores hereditários advindos do lado materno, paterno ou de ambos. Esta “tendência genética” pode pular uma geração inteira ou afetar um irmão e outro não. Pode-se, considerar ainda a influência de outros fatores como idade, tabagismo, estresse e o uso inadequado de shampoos e loções, entre outros.

O diagnóstico da alopecia é realizado mediante a anamnese (consulta) detalhada e abrangente, complementada com exame físico e exames laboratoriais, quando necessários, estando indicados em alguns casos, até mesmo biópsias do couro cabeludo. O diagnóstico correto é muito importante, pois dele depende um bom resultado na terapêutica adotada, uma vez que, o tratamento da alopecia androgenética depende da extensão e do grau de atividade da doença.


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